Hospital Jayme da Fonte

Central telefônica (81) 3416-0000 / 3125-8810 Marcação de Consultas & Exames (81) 3416-0075
(seg. à sex, das 07h às 19h e sáb. das 08h às 14h)
Chegamos aos
1022
transplantes de
fígado
Data publicação: 25/01/21 | Fonte: Folha de Pernambuco | Vida Plena

Cuidado Com a Hanseníase em foco

Assunto ganha destaque com o janeiro roxo, criado para alertar sobre prevenção e tratamento precoce da doença, ainda tão estigmatizada.
Dos diversos males provocados pela discriminação um deles é criar uma aversão ao conhecimento sobre temas que, quando explicados, ajudam a derrubar estigmas negativos. Há séculos, a hanseníase, antes chamada de lepra, carregou o peso de ser um “sinal de impureza” do ser humano, por conta das marcas na pele. Neste mês, o assunto ganha destaque no “janeiro Roxo”, época dedicada à conscientização, prevenção e tratamento precoce da doença. Oportunidade para aumentar o debate e minimizar o risco de transmissão. Tanto da enfermidade como do preconceito.

De acordo com dados da organização Mundial da Saúde (OMS), O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase no mundo, atrás apenas da índia. Em média 30 mil pessoas são infectadas todo ano no país. A doença é causada por uma bactéria chamada Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, com transmissão no ar, por gotículas de sálica, ou secreções no nariz. Tocar a pele do paciente não transmite a enfermidade.

Segundo a dermatologista Cláudia Magalhães, a disseminação acontece principalmente em áreas de menor poderio econômico. “No Norte, Nordeste e Centro Oeste, onde há desigualdade econômica, a alimentação geralmente não é propícia, nem os espaços de convívio. A bactéria se desenvolve mais forte”, explicou, alertando para o combate ao preconceito sore o tema “A doença é muito estigmatizada. Antigamente, as pessoas eram colocadas em setores afastados dos hospitais. Muitos têm medo de expor que estão ou já tiveram o problema. O importante é saber como evita-la e, se contrair, tratá-la”, completou.

A hanseníase pode se apresentar por lesões na pele: manchas brancas, avermelhadas, com ou sem alterações de sensibilidade (calor, frio, dor, tato); alteração de perda de pelos (perda das sobrancelhas ou qualquer parte do corpo) ; ausência de sudorese em determinada área do corpo; ferimentos que não cicatrizam nos pés; inchaço no nariz, nas mãos e pés. Alguns desses sintomas acometeram a balconista Joyce Silva, de 20 anos.

“Eu descobrir através das manchas na mão. Eu pensei que era plano branco, mas não passou. Minha mãe foi em um posto de saúde e marcou, uma consulta. Chegando lá, a médica aplicou um teste na região. Eu não sentia o toque no local. Fiquei com medo de perder a sensibilidade, mas me tratei e me recuperei”, disse a jovem.

Raquel Beltrão, médica dermatologista do Hospital Jayme da Fonte, explica como funciona o tratamento. “Tudo é realizado por medicamentos fornecidos pelos serviços públicos em postos de saúde. São medicações em comprimidos, entregues de forma gratuita, no período de seis meses até 12 meses, podendo ser prorrogado caso haja indicação médica. É uma doença curável, mas, se diagnosticada tardiamente, pode provocar sequelas neurológicas, com deformidades. O mais importante é o diagnóstico precoce. Se um indivíduo estiver com a doença, todos que vivem próximos devem ser avaliados”, salientou.

Como prevenção, é sempre importante manter os cuidados básicos com a higiene (principalmente com lavagem de mãos), além de tomar a vacina BCG, feita para combater a tuberculose, mas eficiente também para oferecer proteção contra a hanseníase.

Hanseníase: Como se prevenir e tratar:

Sobre a doença: Tem cura, mas, se não tratada, pode deixar sequelas. Como falta de sensibilidade na região afetada. Hoje, em todo o mundo, o tratamento é oferecido gratuitamente. O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase no mundo, atrás apenas da índia, com cerca de 30 mil novos infectados a cada ano.

Transmissão: Se dá por meio de convivência com o doente que não se encontra em tratamento, por contato com gotículas de saliva ou secreções do nariz. Tocar a pele do paciente não transmite a hanseníase. Cerca de 90 % da população tem defesa contra a doença. O período de incubação (tempo entre a aquisição da doença e da manifestação dos sintomas) varia de seis meses a cinco anos.

Tratamento: Se apresentar um ou mais dos sintomas descritos no texto, procure ajuda médica. Quem tem diagnóstico para hanseníase deve começar a tomar os medicamentos prescritos de imediato. Ao fazer isso, o paciente deixa de ser transmissor da doença.

Prevenção: Higiene Básica (lavagem de mão) a aplicação da vacina BCG, que oferece proteção contra a doença.