Hospital Jayme da Fonte

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Data publicação: 22/02/21 | Fonte: Folha de Pernambuco | Vida Plena

Responsáveis por 35% das causas que impedem gravidez entre mulheres, assunto requer atendimento especializado para correta indicação de tratamento.

Quem vê a médica Fernanda Maranhão, de 36 anos, feliz da vida por estar no segundo trimestre de gravidez não imagina que ela já passou por cinco gestações. O problema é que três delas não tiveram evolução satisfatória e Fernanda, junto com o marido se viu determinada a descobrir as causas das perdas recorrentes. Após o casal passar por uma série de exames, o diagnóstico foi que estava tudo dentro na normalidade e a hipótese para a infertilidade seria aleatória. Assim como a médica inúmeras mulheres passam por situações semelhantes ao gerar um bebê.

Por falta de conhecimento ou machismo, em muitos casos é atribuída apenas às mulheres a responsabilidade de não manter uma gravidez. No entanto, de acordo com a especialista em medicina fetal Raiane Brandt, a OMS define infertilidade como a incapacidade de um casal sexualmente ativo engravidar de um ano. Em pacientes acima de 35 esse período é reduzido para seis meses, segundo a médica. “ Infertilidade feminina corresponde a 35% da causa que impedem uma gravidez que é aproximadamente o mesmo valor dos fatores masculinos”, disse.

Especialistas costumam dividir em quatro grupos as causas de infertilidade ligadas ao fator feminino: ovarianas e ovulares, tubárias e do canal e endocervical, relacionadas à fertilização ou à implantação do embrião. “Muitas vezes termina-se encontrando mais de um fator para a paciente. Por exemplo, uma mulher que tem um mioma dentro da cavidade endometrial ou pólipo e associada a isso tem alteração na tireóide”. Orienta Brandt.

O ginecologista Waldemir Carvalho, do Hospital Jayme da Fonte, recomenda que antes de tentar engravidar a mulher e o homem – algo da próxima edição do Vida Plena – façam todos os exames para saber se estão aptos a terem filhos. “Eu dirá que 20%, das mulheres são inférteis ou estéreis. Considero um número algo, mas caso você não consiga segurar uma gestação não deve se desesperar. É importante e necessário procurar um médico para que ele possa avaliar o caso individualmente e indicar os cainhos mais adequados a serem seguidos”. Comenta.

A Advogada Ana Luiza Mousinho, 38, sempre teve vontade de engravidar, mas a idéia era que fosse por volta dos 40 anos. Sabendo dos riscos da maternidade após os 35 anos, ela resolveu congelar óvulos para tirar dos ombros o peso do relógio biológico. No entanto, ao procurar uma especialista em reprodução humana para fazer o procedimento ela teve uma surpresa. “Em janeiro de 2020, fui abençoada com uma gravidez espontânea. Aos 38 anos dei à luz uma menina linda, muito amada e saudável”, falou.

Ainda conforme Raiane Brandt, uma vez identificada a alteração que o casal possui, várias delas podem ser tratadas. “Entre os tratamentos que podem ser realizados tem a inseminação intrauterina, quando a paciente possui alguma obstrução tubária que seja impedindo o acesso do espermatozóide, o encontro dele até o óvulo. E tem a famosa reprodução assistida”, acrescenta Brandt.