Hospital Jayme da Fonte

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Data publicação: 06/09/21 | Fonte: Folha de Pernambuco | Vida Plena

Guillain-Barré, o que é e como tratá-la

Marjourie Corrêa

Sentir uma fraqueza ou uma dormência nas pernas ou nos braços pode parecer inofensivo e ser confundido com um problema muscular corriqueiro. Porém, se esses sintomas persistem ao longo dos dias e aumenta a região do corpo em que se manifestam é importante ter cuidado, pois não pode ser tão simples assim.

É assim que a síndrome de Guillain-Barré começa a se mostra presente. De acordo com o neurologista do Hospital Jayme da Fonte, Mário Melo, a doença, autoimune, costuma acontecer semanas depois de o corpo sofrer algum tipo agressão, que pode ser uma infecção.

“Geralmente a síndrome está associada a uma virose, uma diarreia, uma infecção de via aérea superior, como algum resfriado.”

Além dos sintomas motores, por ser autoimune, na Guillain-Barré, o corpo ataca o próprio organismo. “As células do corpo atacam o Sistema Nervoso Periférico, ou seja, os nervos que mandam os comandos para que a gente se mexa e sinta as sensações. Por isso é que os sintomas vão ficando mais evidentes conforme a doença vai avançando”, esclarece Mario.

Ainda conforme o neurologista, há um ataque ao Sistema Nervoso Autônomo e é essa parte da doença que pode levar a óbito, já que com a “disautonomia” o organismo do paciente perde o controle da pressão, da frequência cardíaca e também da frequência respiratória.

Os sintomas por si só não são suficientes para fechar o diagnóstico. “Além de analisar o histórico do paciente e checar se tem alguma infecção prévia, é necessário realizar uma série de exames complementares, até mesmo para descartar outras doenças”, detalha.

Diante do diagnóstico, o tratamento é realizado em duas etapas. Durante a fase aguda, o principal objetivo é cessar o ataque do corpo com ele próprio. “Uma medicação é responsável por bloquear as células que atacam o organismo. Isso precisa ser feito em um hospital com pessoas treinadas” destaca Mario.

Além da medicação, o tratamento também vai contar com fisioterapia, para promover a reabilitação do paciente; com fonoaudiologia, caso tenha acontecido algum comprometimento da linguagem; e com terapia ocupacional, para deixar o indivíduo o mais funcional possível.

“É comum que o paciente apresente alguma sequela após a doença. Mas isso vai depender muito da intensidade da doença, da velocidade para se obter o diagnóstico e, principalmente, da intensidade do tratamento”, finaliza Mario.