Hospital Jayme da Fonte

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Data publicação: 06/04/22 | Fonte: Diario de Pernambuco | Vida Urbana

Paciente com afasia podem ter uma vida normal

Mariana costa

Um dos atores mais famosos do cinema, Bruce Willis anunciou, na semana passada, sua aposentadoria, após receber o diagnóstico de afasia. A notícia surpreendeu os fãs e gerou dúvidas sobre o distúrbio. A afasia é uma deterioração dos componentes da linguagem falada ou escrita, mas não está relacionado a um déficit cognitivo e problemas auditivos. Entre tanto, altera a capacidade do paciente de se comunicar, afetando a habilidade em se expressar verbalmente ou por gestos, assim como também de escrever e ler. Com tratamento, reabilitação e estimulação das áreas cerebrais afetadas, porém, os pacientes podem levar uma vida normal.

Segundo a fonoaudióloga Cristiane de Carvalho, do Hospital Jayme da Fonte, as afasias ocorrem após lesões cerebrais no hemisfério esquerdo do cérebro, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e traumatismo craniano, nas regiões frontais e temporais, que possibilitam as funções cerebrais da linguagem. Além dos traumas, tumores e abcessos cerebrais, doenças degenerativas – Alzheimer e Esclerose Lateral Amiotrófica – e infecções cerebrais também são responsáveis pelo distúrbio. Estima-se, a partir de artigos científicos, que as doenças encefálicas tenham uma prevalência total de cinco a oito casos por mil habitantes, em indivíduos acima de 25 anos.

“Inicialmente, a maior dificuldade do paciente será na comunicação, em ser entendido e entender o outro”, explicou a fonoaudióloga. Os sintomas podem evoluir para a substituição de uma palavra por outra, para o uso de palavras irreconhecíveis, a impossibilidade de entender o que outras pessoas estão falando e o uso de frases curtas, incompletas e sem sentido, tanto na fala quanto na escrita.

O distúrbio é devido em diversos tipos, diferenciados a partir da área cerebral lesionada. O diagnóstico é realizado pelo neurologista através de exame de imagem, como tomografia e ressonância magnética para identificar a localização de lesão e diagnosticar a causa ou a doença que desencadeou o distúrbio.

Ainda segundo a fonoaudióloga, não existe um padrão entre os indivíduos afásicos, e o tratamento escolhido depende de múltiplos fatores. São utilizados diversos métodos de intervenção fonoaudiológica no tratamento da afasia. A reabilitação e estimulação da área cerebral afetada também fazem parte do tratamento. “O impacto e as implicações na vida do indivíduo, de sua família e na sociedade, destacam a importância da reabilitação. A convivência com pessoas próximas será normal ou perto da normalidade”, afirmou Cristiane de Carvalho.

Para a identificação correta e melhor forma de tratamento da afasia, deve-se procurar centros que sejam referência em atendimento neurológico, como o Hospital Jayme da Fonte, que possui médicos especializados da área. O atendimento também é oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).