Hospital Jayme da Fonte

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Data publicação: 04/05/22 | Fonte: Diario de Pernambuco | Vida Urbana

Denervação renal é opção efetiva para tratamento de hipertensão arterial refratária

A hipertensão arterial refratária é uma hipertensão de difícil controle, com a persistência dos elevados níveis de pressão arterial apesar do uso de medicamentos anti-hipertensivos. Com a instabilidade no controle da doença crônica, a opção menos invasiva e efetiva para minimizar os efeitos e complicações tardias é a denervação renal, um procedimento através de uma cauterização, por radiofrequência, dos nervos que envolvem as artérias renais. O Hospital Jayme da Fonte realizou a intervenção, pela primeira vez, em março desse ano.

De acordo com Edmar Freire, que é cardiologista e intervencionista do Hospital, apesar de nova, a denervação mais efetiva nos casos refratários da doença. “É uma técnica com mais de dez anos de estudo, mas os resultados eram conflitantes em relação ao seu benefício. Após mudanças nos critérios de seleção, que se tornaram mais rígidos, o procedimento apresentou um melhoramento em seus dispositivos e na técnica de ablação. Estudos mais recentes mostram o que já observávamos na prática: uma redução importante nos sintomas da hipertensão arterial de uma forma contínua”, explicou.

A hipertensão é a mais frequente entre as doenças crônicas no Brasil, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), em 2019. Popularmente conhecida como “pressão alta”, a hipertensão pode atingir pessoas de todas as idades: crianças, jovens, adultos e idosos. Os sintomas costumam aparecer quando a pressão está elevada e entre eles estão dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e até o sangramento nasal. No caso refratário, as alterações são ainda mais intensas.

O diagnostico é realizado através da medição de pressão do paciente. O ideal é que a pressão seja medida regularmente, principalmente se algum familiar já apresentar a doença, já que a hipertensão é silenciosa na maioria dos casos. “O tratamento deve ser hierarquizado e determinado pelo cardiologista. Primeiro, devem ser feitas mudanças nos hábitos de vida dos pacientes, depois o uso de medicamentos”, disse Freire

Quando isso não resolver, a doença passa a ser refratária, e o cardiologista pode indicar a denervação renal como opção. O procedimento minimamente invasivo é realizado através de uma punção na artéria femoral, sem a necessidade de uma incisão, onde um cateter de radiofrequência é introduzido nas artérias renais e seus ramos segmentares e são feitas uma série de ablações (cauterizações) nas artérias. O hipertenso poderá receber alta médica após 24 horas da realização do procedimento. Por ser minimamente invasivo, está liberado para voltar as suas atividades normais depois de 72 horas.

Para o cardiologista, o objetivo da intervenção é a redução das complicações tardias da doença, como um Acidente Vascular Cerebral (AVC), infarto agudo do miocárdio e até a morte.

Para uma identificação correta e tratamento adequado, o paciente precisa ser acompanhado em um centro médico referência na área cardiológica, como o Hospital Jayme da Fonte.