Hospital Jayme da Fonte

Central telefônica (81) 3416-0000 / 3125-8810 Marcação de Consultas & Exames (81) 3416-0075
Chegamos aos
899
transplantes de
fígado
Data publicação: 29/09/17 | Fonte: Veja Regionais Saúde Pernambuco

Gordura no fígado: Como evitar

Aparecimento da esteatose está intimamente ligado a fatores como má alimentação e sobrepeso, diabetes e obesidade

A esteatose hepática, popularmente conhecida como "gordura no fígado", vem setornando uma doença cada vez mais conhecida da população. Como o nome sugere, consiste no acúmulo de gordura nas células do órgão, o que compromete vários de seus processos internos. É uma doença silenciosa, já que não apresenta sintomas visíveis no corpo nem compromete funções básicas do indivíduo, como alimentação ou movimentação.

Segundo o hepatologista Fábio Marinho, 47, especialista de um hospital da capital pernambucana, a gordura no fígado está associada à ocorrência de sobrepeso por má alimentação e problemas, como obesidade, diabetes e altas de colesterol e triglicerídeos no sangue, ''Estima-se que até 2030, entre 30 e 40 da população mundial será diabética Enquanto isso, o percentual de brasileiros com sobrepeso ou obesidade ultrapassa os 40 dos cidadãos. Juntos, os números são preocupantes, e eles precisam ser combatidos", alerta o médico. É importante descobrir o estado da doença que, se não cuidada, pode evoluir para problemas ainda mais graves. "Em cerca de 20 dos casos, a gordura no figado pode levar à cirrose, endurecimento do fígado que resulta no início da deficiência ou perda das funções do órgão. Isso toma o figado predisposto a doenças mais graves, como o câncer", explica

ALIMENTAÇÃO É UMA DAS PRINCIPAIS CHAVES PREVENTIVAS

A cura da esteatose ocorre, principalmente, quando corrigimos o que a causou. "A princípio, é necessário adotar uma alimentação mais saudável e com menos gordura, além de tornar a prática de exercícios físicos um compromisso regular", pontua Marinho. Segundo o hepatologista, o tratamento da doença pode ser mais ou menos incisivo de acordo com a gravidade do problema junto a isso, vem o tratamento à base de medicamentos e, em casos mais graves, procedimentos cirúrgicos", comenta o médico.

O diagnóstico da esteatose é feito por exames de imagem, como ultrassom e ressonância, bem como através de coleta do fígado - a biópsia hepática "Nessa última técnica, o doente recebe anestesia para que o médico possa coletar, com uma agulha, um pedaço do órgão, o que toma o procedimento desagradável para o paciente", explica o médico radiologista Alexandre da Fonte, 37, especialista de um hospital localizado na área central do Recife. "Além do mais, na biópsia, o médico avalia apenas o trecho retirado, e não o todo. Às vezes, há áreas do fígado que, têm alterações. piores do que outras. Assim, muita informação importante acaba por se perder", complementa.

"Por isso, a técnica mais precisa é a elastografia por ressonância, que mede o grau de fibrose - prejuízo - do fígado. Ela oferece uma maior profundidade de dados sobre as condições do órgão", destaca da Fonte. É um método de diagnóstico não agressivo e, por isso, cada vez mais procurado, "já que dispensa a necessidade de biópsia em 90 dos casos", afirma Fábio Marinho.

Segundo Alexandre da Fonte, o procedimento é realizado de forma similar a uma ressonância "Um dispositivo conectado à máquina é colocado sobre o abdome do paciente, deitado. Então, o aparelho emite vibrações que percorrem todo o tronco do individuo. Essas vibrações são transportadas a um visor, onde o médico consegue visualizar o estado de todas as estruturas do órgão", detalha o profissional.

"A elastografla permite a avaliação não invasiva do fígado, já que não exige a realização de cortes no paciente - por isso, também é chamada de 'biópsia hepática virtual", esclarece da Fonte. A grande vantagem da técnica, para o especialista, é que "através dela, temos uma análise global do fígado, o que permite ao médico definir com exatidão se a doença está no começo ou em sua forma mais grave, a esteato-hepatite", esclarece da Fonte.

O método também é utilizado para diagnosticar casos de suspeita de inflamação no fígado (hepatite crônica) e cirrose. Além disso, o aparelho informa a quantidade de ferro no organismo que, em altas concentrações, causa lesões no fígado - que também estão associadas à cirrose.