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Data publicação: 25/01/19 | Fonte: Jayme da Fonte

Brasil detém cerca de 11% dos casos de Hanseníase no mundo

Dia de Combate e prevenção à Hanseníase lembra que doença tem tratamento e cura

No Brasil estão registrados cerca de 11% de todas as ocorrências Hanseníase no mundo. Só em 2016 o País identificou mais de 25 mil novas ocorrências. Ainda bastante estigmatizada, a doença é lembrada no próximo domingo (27 de janeiro), data que marca o Dia de Combate e prevenção à Hanseníase. O momento serve para reforçar que enfermidade tem tratamento e cura e tentar diminuir o preconceito que muitos pacientes em tratamento ainda sofrem.

“A Hanseníase é uma doença muito antiga. Temos relatos de mais de quatro mil anos no Egito, por exemplo. A Hanseníase também foi conhecida como lepra. E o estigma e o preconceito em volta da doença tem origem ainda nessa época, sobretudo porque tratava-se de uma doença infecciosa que, à época, não tinha tratamento nem cura”, comenta a dermatologista do Hospital Jayme da Fonte, Carolina Chacon.

Hoje, a doença tem tratamento. Em todos os países do mundo, o tratamento é fornecido pelos serviços públicos de saúde. Atualmente, o tratamento varia de seis meses a um ano, dependendo da forma da doença. “Existem pesquisas que já sugerem que todos os pacientes, independente da forma da doença que tenham, possam ser tratados em seis meses. No entanto, ainda não há um consenso sobre isso entre os especialistas. Talvez seja uma novidade para os próximos anos”, explicou a especialista.  

Causada por uma bactéria, a transmissão da Hanseníase se dá através de gotículas de saliva ou de secreção nasal, ou seja, através do contato próximo. A pessoa contaminada, no entanto, só transmite a doença enquanto não estiver em tratamento.

Quanto mais cedo se inicia o tratamento, melhor a chance de cura sem sequelas. Por isso, fique atento a sintomas como surgimento de lesões na pele, diminuição de pelos em região específica do corpo, bem como alteração da sensibilidade. Em casos como esse, a dermatologista recomenda procurar um médico especializado. É possível confirmar o diagnóstico da Hanseníase apenas com exame clínico.